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CICATRIZAÇÃO
 


Cicatrização é a sequência de complexos eventos fisiológicos que organismo lança mão para restaurar uma ferida. Tecnicamente chamamos de ferida toda solução de continuidade de qualquer tipo de tecido.
A intenção do organismo quando inicia o processo de reparação tecidual é tentar reestabelecer ao máximo a função da região acometida. Quando falamos em feridas cirúrgicas resultantes de uma cirurgia plástica, além do reestabelecimento da função, almeja-se também o melhor resultado estético possível.

 

O entendimento do processo cicatricial é, portanto, fundamental para que cirurgiões e pacientes busquem o melhor resultado possível. Didaticamente dividimos a cicatrização em 3 fases que se sobrepõem, a inflamatória, a proliferativa e a de maturação.
A fase inflamatória inicia-se no momento da lesão e pode durar até 4 dias, dependendo da extensão da área a ser cicatrizada e da natureza da lesão. Esta fase é caracterizada por dois processos que buscam limitar a lesão tecidual: a hemostasia e a resposta inflamatória aguda. Nesta fase a ferida pode apresentar edema, vermelhidão e dor.
A fase proliferativa inicia-se por volta do terceiro dia após a lesão e perdura por duas a 3 semanas. É caracterizada pela formação de rica vascularização (angiogênese) e infiltração de células especializadas na limpeza da região (macrófagos), formando o chamado tecido de granulação. Com a área limpa, por volta do terceiro dia, células chamadas fibroblastos iniciam a produção de colágeno dando início ao processo denominado de fibroplasia.
A fase de maturação inicia-se por volta da terceira semana e tende a se estabilizar aos 12 meses. Nesta fase a cicatriz irá sofrer um processo de contração, ou seja, irá reduzir seu tamanho e passar por um processo de remodelação do colágeno, onde ela ganhará resistência. A cicatriz ganhará boa resistência após 6 a 8 semanas, estabilizando-se em 70 a 80% da resistência da pele normal em aproximadamente 1 ano.

São fatores gerais que interferem na cicatrização:

  • Infecção: é a causa mais comum na dificuldade de fechamento das feridas
  • Idade: quanto mais idoso, mais difícil a cicatrização
  • Hiperatividade do paciente: dificulta a aproximação das bordas da ferida
  • Oxigenação dos tecidos: alterações do fluxo sanguíneo normal dos tecidos dificultam a cicatrização. É o que faz o cigarro, por exemplo, reduzindo o aporte de oxigênio para as células.
  • Nutrição: deficiências nutricionais, principalmente de vitamina C e proteínas prejudicam a cicatrização
  • Diabetes: pacientes com diabetes tem o processo cicatricial lentificado por uma série de fatores metabólicos
  • Medicamentos: os corticoides, quimioterápicos e radioterápicos dificultam a cicatrização
  • Estado imunológico: nas doenças imunossupressoras a fase inflamatória da cicatrização está comprometida e sem a limpeza da área acometida os fibroblastos (produtores de colágeno).







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